Foi em meio ao vai e vem da Av. Rio Branco que uma figura humana se tornou ícone, patrimônio desta cidade, ainda que não reconhecida, essa avenida já não é a mesma sem a sua pele negra, sem o lenço na cabeça e suas saias longas e floridas, já não sentiremos o cheiro da fumaça do carvão e nem tão pouco ouviremos os seus palavrões ecoarem pelo ar. Mas de quem estou falando? Interrogai a calçada que lhe acolheu, ao poste que lhe iluminou ou ao quarto que lhe abrigou, ambos serão unânimes em responder: Juca!
Ontem, quando vi na página de um amigo uma das raras fotos dela, em meio a pensamentos concluí que Juca era uma verdadeira cidadã pedreirense que nunca recebeu esse título. A partir disso lhe convido a refletir: O que faz de um pedreirense um cidadão pedreirense? O status ou o serviço? O que faz de Juca um ser especial?
